SALMO 27

por rev. Hélio Gomes Paulo

Introdução:
O salmo 27 é um clássico dos salmos. Ele relata uma confiança em Deus que supera os medos advindos de situações vividas: bélica, familiar e social. Essas situações foram enfrentadas pelas pessoas da época em que o salmista compõe o salmo, como também, por nós hoje. Embora seja importante enfrentar os medos por causa das situações externas. Porém, a maior vitória que temos é quando enfrentamos o medo interior e encontramos forças para lutar pela vida, sempre com confiança em Deus, pois Ele é a “nossa luz e a nossa salvação”!
Espero que este estudo o(a) ajude colocar sua confiança em Deus, aprendendo com a Palavra. Ela é a nossa direção, nossa bússola, nosso guia perfeito para vivermos. Deus o(a) abençoe!

Estudo do texto:
O salmo é classificado como uma confiança triunfante e suplicante. Ele inverte a ordem natural: primeiro o salmista se arma de confiança, superando os medos, e, depois, suplica ao Senhor. Tanto confia que menciona o nome de Deus (Senhor) várias vezes.
O salmista sabe que tem inimigos: bélico, das guerras travadas; familiar, o abandono paterno e o social, um juízo ajeitado. Há um medo interior que o domina, mas a confiança vence o medo. Ela é maior! Deus é sua luz, salvação, fortaleza, confiança (vv. 1-3). Deus o oculta no seu pavilhão e tabernáculo, o acolhe e o eleva sobre uma rocha (v. 5). Desta forma, o salmista oferece sacrifício, canta, salmodia (v. 6). Ele busca a presença de Deus, confia em seu coração e espera pelo Senhor de sua vida (v. 8 e 14).
O salmo é dividido em duas partes: de 1-6 e 7-14. Assim estudaremos.

Primeira parte (1-6)
Imagem bélica, guerra defensiva num ambiente urbano, não é classificada como guerra de conquista. Alguns textos reforçam essa imagem, como Juízes 9.50-57 e Jeremias 4.5-10. O templo era lugar de asilo, refúgio de se esconder, baluarte, rocha inacessível e, ainda, desfrutava-se do lugar onde Deus se fazia presente.
Deus é luz (Isaías 60.1-3), criador da luz (Gênesis 1.1-5), aquele que ilumina; também é a salvação dos perigos (Sl 18.3; 24.5); baluarte na agressão (Sl 31.3; 37.39; 43.2). Jeremias orienta para não termos medo dos homens (Is 51.12; Jr 1.17). Temer os homens é a atitude excluída ou superada pelo que confia em Deus.

Segunda parte (7-14)
Inicia-se a súplica. O salmista pede para Deus ouvir sua voz, compadecer-se dele e responder sua petição. Pede, também, para Deus não esconder a face dele (2Cr 7.14-15).
Outra súplica é a questão do abandono paterno, quando criança (Ez 16) ou durante o crescimento. Mesmo havendo o absurdo de uma mãe que esquece do filho (Is 49.14-15), porém, Deus é super pai e super mãe em quem podemos nos apagar, pois jamais nos abandonará (Sl 103).
A última súplica é por causa das acusações judiciais falsas (Sl 27.12). As instituições são para defender os inocentes e não acusá-los injustamente (Sl 11.2-3).

Conclusão
Diante de todo o enfrentamento e medo vividos pelo autor do salmo e seu povo, podemos observar que a confiança e súplica a Deus nos conduzirão por caminhos de luz salvação. Deus é a nossa rocha, fortaleza e alto refúgio.
Nós, os cristãos, temos confiança na vitória em Cristo Jesus. Podemos acreditar, pois em João 16.33 ele fala para termos ânimo em meio as aflições, pois Jesus venceu o mundo. Paulo, em 1 Co 1.4-9 fala da confiança que temos em Deus, pois Ele nos enriqueceu em palavra e dom. Graças a Deus nós somos ricos!

(Estudo preparado pelo rev. Hélio Gomes Paulo, pastor da Igreja Presbiteriana de Jacarezinho, seguindo os passos e estudo estruturado no comentário feito por Schokel-Carniti, Grande Comentário Bílbico).